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Postado em 08 de Julho de 2015 às 15h32

Implantação do eSocial não deve ficar para 2017, diz contador

     Uma das principais indicações do contador Calixto Fortunatto Loss, em palestra no Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Chapecó (Simec), foi para que os empresários não deixem para 2017 a implantação das normas do programa eSocial. O Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas tem como definição unificar o envio, por um mesmo canal e destino, das informações geradas por todos os empregadores em relação aos seus empregados.
     A iniciativa faz parte de um cronograma de ações mensais do Simec para orientar os empresários do setor e outros interessados e contou, na noite da última terça-feira, 7 de julho, com número expressivo de participantes. Em suas considerações Calixto, que também é professor universitário e têm mais de 25 anos de experiência na área contábil, explicou que o eSocial é um módulo que compõe o Sistema Público de Escrituração Fiscal (Sped). Disse que tem observado a cultura, por parte do governo, de controlar os atos jurídicos e societários das pessoas e empresas, e citou como exemplo o número de medidas provisórias editadas. Diante do assunto, enfatizou que pequenos erros podem interferir na gestão da empresa e que o Sped foi implantado com o objetivo de combater a sonegação. Sobre a implantação do eSocial, Calixto disse que determinados objetivos estabelecidos exigem sacrifícios e que é necessário reverter os benefícios para o coletivo e não especificamente para grupos.
     O palestrante pontuou, ainda, que a modernidade, num primeiro momento, é novidade, e isso pode gerar restrições, mas é preciso ver os benefícios coletivamente, o que não se enxerga agora em relação ao eSocial. “Não discordo das ações que o governo vem tomando no caso do Sped, pois os empresários sabem de suas obrigações, não para o governo e sim para sua gestão, situação que exige organizar-se, passar pelo processo de implantação. Já o ponto que discordo, corresponde à falta de estrutura para os empresários, em termos da exigência da implantação para fins obrigatórios, onde muitas vezes, as pequenas e médias empresas não conseguem executar todos os processos”, disse Calixto.

Grande esforço das empresas

     Para o contador, “não obstante os prazos de implementação se mostrarem atraentes, a implementação exigirá grande esforço das empresas, visto que a organização, revisão e alimentação, testes e conferências dos dados vão consumir muito tempo e dedicação”. Quanto às dificuldades, Calixto considera prováveis, pois se trata de operação complexa que alterará práticas adotadas há muitos anos, e isso, por natural, modificará o ânimo não somente das pessoas que terão incumbência de implementar as novas rotinas, mas também dos empresários e empregados, que a primeira vista podem entender que não serão afetados, mas assim enganam-se. Nesse aspecto, Calixto Loss explicou que os “empregados não terão incumbências relacionadas à implantação do programa, mas serão afetados diretamente, na medida em que a rigidez do sistema lhes retirará velhas práticas de relacionamento com o empregador, em especial os velhos e conhecidos acertos”.

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