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Postado em 17 de Setembro de 2015 às 09h41

Artigo - Mais uma vez, a conta é do povo

SIMEC - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Chapecó/SC Carlos José Martinelli, economista, empresário, presidente do Simec.  O Brasil está passando por uma das piores...

Carlos José Martinelli,
economista, empresário, presidente do
Simec. 

O Brasil está passando por uma das piores crises dos últimos 20 anos, com turbulências no âmbito político, produtivo e com sérios desequilíbrios econômicos. Neste último aspecto, observam-se situações que muitos jovens não conheceram, como a inflação e o dólar valendo quase quatro vezes a moeda nacional, o Real. Existem, ainda, desequilíbrios no balanço de pagamentos, na balança comercial e, principalmente, no orçamento público, o que causa ainda mais receio ao investimento produtivo e à população como um todo.
    Um dos dutos que sugam recursos do erário público é o custo de administração (pagamento de juros de rolagem) da dívida pública brasileira, que ultrapassou o patamar de R$ 3,1 trilhões, a qual se situava na casa dos R$ 881 bilhões há 12 anos, dados estes do Banco Central do Brasil (Bacen). Somente em 2014 a necessidade de financiamento do setor público (NFSP) foi de R$ 343,9 bilhões, sendo R$ 271,5 bilhões para o governo federal e que foram pagos mais de R$ 311 bilhões em juros.
    O incrível é que, mesmo com sucessivos recordes e arrecadação nos anos 2000, destacando-se o crescimento do PIB acima dos 7% em 2009, o governo conseguiu mais que triplicar o montante da dívida. Se observa que, em vez do governo utilizar parte dessa arrecadação recorde para organizar sua estrutura e criar condições para a efetiva redução na carga tributária, buscou aumentar continuamente os gastos com vistas apenas a "benefícios sociais", como se nunca poderiam ocorrer riscos e se não havia endividamento algum. O endividamento, quando utilizado para melhorar a infraestrutura logística, um dos gargalos brasileiros, é muito bem-vindo, mas não foi o que se observou. Logo após a eclosão da crise financeira de 2008, a China e outros países intensificaram grandes obras de infraestrutura, para estar preparados para períodos de expansão econômica futura, porém são ações de longo prazo.
    Agora, o caminho mais fácil para aumentar a receita é criar ou recriar novos tributos para sanar as falhas de gestão, em vez de implementar reformas profundas, tais como a redução significativa no número de cargos políticos, a reforma do sistema previdenciário do setor público, o programa de redução do endividamento via privatizações e concessões, entre outras ações. São medidas como essas que qualquer empresa do setor privado institui para ajustar seus gastos e dívidas à receita. Infelizmente o Brasil está indo na contramão do mundo, onde se busca a eficiência estatal visando à redução no fardo representado pela carga tributária, o que leva ao aumento no consumo e, por conseguinte, resulta em crescimento econômico.
    Enfim, o cenário está posto e não temos grandes expectativas de mudanças até o início de 2018. O assunto foi tratado e questionado durante a campanha eleitoral, mas a presidente e então candidata à reeleição afirmava categoricamente que não havia desequilíbrios nas contas públicas, a inflação estava sob controle, não havia preços represados (combustíveis e energia) e não haveria, de jeito algum, aumento na carga tributária. Penso que ela estava mal assessorada.
    Para os brasileiros resta lamentar pelos fatos e continuar trabalhando, produzindo, gerando empregos e renda, além de tributos, é claro, a fim de salvar mais uma vez o país do buraco. Também precisamos nos envolver com a política e exigir dos nossos representantes políticos “preocupação com a próxima geração de brasileiros, e não com a próxima eleição”, parafraseando um grande industrial do Oeste Catarinense.

EXTRA COMUNICA - Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira-Jornalista/MTE4296RS - 17/09/15

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